POR QUE PINGA?

*Momento Manguaça Cultural*
Antigamente no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo, não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse, porém, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou.


O que fazer agora?
A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor.
No dia seguinte encontraram o melado azedo fermentado, misturaram-o com o novo e levaram os dois ao fogo.

Resultado: o ‘azedo’ do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente, era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome ‘PINGA’.
Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de ‘ÁGUA-ARDENTE’, caindo em seus rostos escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar e sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo.

(História contada no Museu do Homem do Nordeste).


Nos tempos da escravidão no Brasil, os negros plantavam cana-de-açúcar, e sob o chicote do capataz, moíam-na para fazer açúcar que o senhor do engenho explorava. Quando ocorria do capataz cochilar, os escravos deixavam o moinho do engenho com os restos do trabalho do dia, ou seja, o caldo da cana de açúcar.

Com o passar dos tempos, os negros descobriram que o caldo deixado no circuito do moinho fermentava e tornava-se um líquido diferente, de gosto agradável e que os embriagava, ajudando a esquecer temporariamente as amarguras da escravidão. Mas logo os senhores do engenho souberam que esse líquido era capaz de eliminar a sensação de fome, além de provocar uma animação, que resultava em maior produtividade. Gabriel Junqueira Cabral, Humberto Kremer e Thiago Trossini

“Caros, sinto informar-lhes que esta história nunca foi contada pelo Museu do Homem do Nordeste, em nenhum de seus escritos, exposições ou qualquer documento do Museu. Nós, que fazemos o Museu do Homem do Nordeste, estamos numa verdadeira saga na internet tentando descobrir de onde saiu essa história… do Museu, tenham certeza, não foi”. Vânia Brayner (Coordenadora geral da instituição)

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