GUSTAVO GUEDES

A morte do menino Gustavo Barbosa, de um ano e quatro meses, no domingo (1º/6), passará por um processo de investigação conduzido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A substância é proibida no Brasil, mas a Anvisa autorizou, em caráter excepcional, a família a importar o medicamento, no dia 17 de abril. No entanto, o medicamento ficou mais de 10 dias retido na Receita Federal. Por causa disso, o garoto só conseguiu usar o medicamento por nove dias, até ser internado no Hospital Santa Helena, e não resistir a uma série de convulsões. Roberta Pinheiro – Correio Braziliense
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“Minha família é militar. Sempre fui careta. Nunca vi maconha na minha vida. Se eu paro para pensar que eu dou três drogas para meu filho hoje (Topiramato e o Depakene, e dou o Klobazam, um tarja preta), para um bebê de um ano e três meses, por que não posso dar o CBD? Se a luz no fim do túnel é essa e se o CBD dá na maconha, OK. A gente vai usar maconha. Se desse no abacaxi, a gente usava folha do abacaxi, mas não dá”, diz Camila Guedes em cena do documentário Ilegal. Flavia Guerra , O Estado de S. Paulo – 08 Outubro 2014
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A morte do menino Gustavo Guedes, de um ano e quatro meses, que sofria da Síndrome de Dravet, no último domingo (1º), em Brasília, no Distrito Federal. A criança sofria uma doença rara que provoca crises epilépticas, assim como os pais da menina Anny Fischer, de 5 anos, a mãe de Gustavo Guedes lutava pela liberação de um medicamento derivado da maconha, o canabidiol (CBD), que diminui consideravelmente o número de crises.. DISTRITO FEDERAL – Do R7
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Uma caixa pequena protegida no fundo de um armário guarda as primeiras vezes de uma vida breve. Nela, há a mecha do primeiro corte de cabelo de Gustavo, a roupa usada nos primeiros dias, um par de sapatinhos e a chupeta. Os itens formam uma singela, porém significativa, coleção de lembranças do primeiro filho de Camila e Cristiano Guedes. O tempo passou diferente, em 25 de janeiro de 2013, às 6h, quando Gustavo nasceu. A vida começou a correr como os números de um cronômetro, diante dos olhos preocupados dos pais. LEILANE MENEZES – Metropoles

A nutricionista cearense, radicada em Brasília, Camila Guedes, foi a primeira pessoa, em 2014, a entrar com pedido na Anvisa para importar canabidiol dos Estados Unidos. Diagnosticado com Síndrome de Dravet, o filho dela, Gustavo, sofria desde os quatro meses com convulsões mensais que só paravam com medicações fortes e internação, ela recorreu à pediatra do filho, “Era algo que tinha de ser feito”, rememora a médica Cláudia Bueno, atualmente coordenadora da UTI Pediátrica do Hospital Regional de Marabá, no Pará. Ela foi a primeira médica brasileira a prescrever CBD. O povo

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