Quebrada Queer


Se o debate em cima da democracia racial é pilar fundamental do rap, o machismo e, principalmente, a homofobia, são defeitos da cena ainda em discussão extremamente embrionária.


O Quebrada Queer nasceu por acaso. O que era para ser apenas uma música acabou virando o nome do grupo composto por seis jovens da periferia, Murillo Zyess, Guigo, Harlley, Lucas Boombeat, Tchelo Gomez e Apuke estão na faixa dos 20 e poucos anos e vieram das mais diversas regiões de São Paulo: Parelheiros, Guarulhos, Jandira e Jardim Martins Silva.
O homossexual na cena rap não é novidade, mas ainda assusta muita gente, um grupo de rap só com gays não existe no Brasil e pelo o que pesquisamos em lugar nenhum. E nós provamos que conseguimos fazer um som e que isso não depende da nossa sexualidade.

Representamos muita gente: o negro, quem é da periferia, as mulheres. Não dá para agradar todo mundo. Para alguns gays, somos muito “heteros” [por não serem afeminados]. Para alguns heteros, somos muito gays. Queremos apenas mostrar o nosso som, exatamente do jeito que somos. Não queremos tentar pertencer ou agradar algum grupo. Edu

O segundo clipe do grupo que foi feito em um dia e com orçamento baixíssimo, quase que inteiro de favor com os profissionais envolvidos.Pra quem duvidou foi feito no Castelinho da rua Apa, casarão famoso no centro de São Paulo e com fama de mal assombrado por causa de um crime que aconteceu em 1937. Hoje, funciona a ONG Clube de Mães do Brasil, com quem o Quebrada pretende fazer alguns trabalhos em conjunto.

Primeiro Cypher Gay do Brasil e América Latina!!

Rap Box


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