Máscaras, fibras de cobre e os Andes

Uma máscara de cobre quadrada retirada de uma tumba no sul dos Andes está mudando as nossas noções de onde e quando a metalurgia sofisticada apareceu pela primeira vez na América Pré-Colombiana, foi descoberta em 2005, em La Quebrada del valle del Cajón.  - GizModo

O surgimento da metalurgia, e dos trabalhos em cobre, especificamente, representa um importante marco para as civilizações antigas. Conforme os humanos começaram a fazer experimentos com metais e foram melhorando sua elaboração para servir à sua vontade, civilizações se desenvolveram com isso. Por sua vez, isso resultou no uso expandido do cobre e, mais importante, no desenvolvimento do bronze (que é um metal muito duro, feito de cobre, arsênico e estanho), que era mais adequado para armas e ferramentas.



O desenvolvimento e inovação da Universidade de Gunma (GUDi), com sede na Universidade de Gunma, na cidade de Kiryu, e a Meisei Industry Co., fabricante de fios de ouropel da cidade de Maebashi, se uniram para criar o produto, uma chapa com fibra de cobre que inativa partículas de vírus e bactérias, prevenindo infecções. Celio Freedon - A Verdade Liberta

A empresa desenvolvedora disse em uma entrevista coletiva dada por Hideyuki Itabashi, presidente executivo do GUDi e professor da Universidade Gunma, que a fibra de cobre pode ser incorporada à produção de máscaras e luvas, mas também como material de proteção em qualquer lugar tocado por mais de uma pessoa, como botões de elevador, interruptores de luz, trilhos e elementos de fixação para trens e maçanetas.


Uma fina folha de fibra de cobre que pode acelerar o processo de inativação de partículas virais, potencialmente impedindo-as de causar infecções, foi desenvolvida por uma startup universitária no Japão em colaboração com um fabricante têxtil. Japan On

A folha tem um efeito de esterilização que faz com que as partículas do vírus se tornem inativas, o que significa que elas perdem sua capacidade de causar infecções e são ao mesmo tempo inofensivas para o corpo humano.

A folha desenvolvida pelos inovadores da província de Gunma, no leste do Japão, possui um fotocatalisador sensível à luz visível aplicado à sua superfície de cobre. Sempre que a folha é exposta à luz, ativa substâncias com alto poder oxidante que decompõem partículas e bactérias de vírus. Um experimento usando E. coli descobriu que uma folha de fibra de cobre é 1.000 vezes mais eficaz no combate a bactérias do que o cobre sozinho. The Mainichi Shinbun - Hideo in japan Blog

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En marzo pasado, el Instituto Nacional de Salud de Japón dijo que la supervivencia del nuevo coronavirus sobre superficies como el plástico y el acero inoxidable era entre 48 y 72 horas y que sobre el cobre era de 4 horas. Intenational Press

O uso de máscaras se tornou obrigatório em muitas regiões da China desde o começo do surto do novo coronavírus. Outros países estão seguindo o exemplo, como a Áustria, que anunciou nesta semana a obrigatoriedade do uso de máscaras em todos os supermercados do país. Deutsche Welle
Ao contrário do que muitos pensam, a máscara serve mais para proteger as pessoas ao redor de quem a está usando do que propriamente quem está de máscara. Como os sintomas demoram para aparecer, praticamente todo mundo é considerado um potencial portador do vírus.
A máscara cirúrgica, que cobre a boca e o nariz, é usada principalmente por médicos e assistentes para não infectar pacientes na mesa de operação, a máscara deve ser trocada pelo menos a cada duas horas. A mesma máscara usada várias vezes pode perder rapidamente a sua função.
Máscaras de tecido também devem ser trocadas com frequência e lavadas com água quente para que os vírus não sobrevivam. 
Quem usa a máscara pode se proteger de uma possível infecção através de gotículas e secreções que saem da boca quando outra pessoa espirra ou tosse, mas de forma muito limitada. Geralmente, o vírus entra no corpo pela boca, o nariz ou pelos olhos, e por isso, a higiene das mãos desempenha um papel importante, uma proteção eficaz é uma combinação de fatores.
A máscara cirúrgica, combinada com protetor ocular, serve mais como um lembrete constante para evitar levar as mãos ao rosto do que para proteger o usuário de gotículas portadoras do vírus.
As máscaras que filtram o ar – tanto na versão descartável, feita a partir de fibra de celulose com um elemento filtrante e uma válvula expiratória, quanto de material sintético, à qual é acoplado um filtro, também são usadas em hospitais quando profissionais da saúde entram em contato com pacientes com doenças altamente infecciosas, e são usadas juntamente com outros EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), como protetor ocular, luvas, aventais e macacões descartáveis. 
De acordo com as normas da União Europeia, estas máscaras são divididas em três classes de proteção – o chamado fator FFP (Filtering Face Pieces – Peças Faciais Filtrantes, em português).
Máscara com filtro
Máscaras com nível de proteção FFP-1 são melhores do que as máscaras cirúrgicas, mas não oferecem a proteção desejada contra vírus. Elas são úteis, por exemplo, para as pessoas que trabalham com serralheria, carpintaria ou marmoraria, pois interceptam poeiras mais grossas.  
Apenas máscaras da classe FFP-3 protegem o usuário de vírus, bactérias, fungos e, quando usadas corretamente, até de substâncias altamente tóxicas, como o amianto.
Em razão da atual escassez dessas máscaras, o Instituto Robert Koch, responsável pelo controle e prevenção de doenças na Alemanha, aconselha, se necessário, o uso de máscaras FFP-2 no caso de doenças infecciosas –  algo que, no entanto, é controverso entre médicos.
No Brasil, as máscaras seguem a regulamentação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Além das tradicionais máscaras cirúrgicas encontradas em farmácias, as máscaras com filtro – também utilizadas pelos profissionais de saúde para a proteção contra gotículas e aerossol – são os tipos N95, N99, R95 ou PFF2.
No dia 21 de março, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma nota orientando os profissionais da saúde a utilizarem máscaras N95 ou equivalentes por um período maior que o indicado pelos fabricantes, desde que o objeto esteja em bom estado, limpo e seco.
Como dito anteriormente, mesmo usando a máscara com filtro, a proteção só funciona em conjunto com outras medidas, ou seja, o cuidado rigoroso de higiene ao vestir os acessórios de proteção. Além disso, a limpeza e o descarte seguro de todos os itens utilizados durante o tratamento de pacientes com covid-19, a doença respiratória provocada pelo novo coronavírus, são de igual importância.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) diz que máscaras hospitalares só devem ser usadas por pessoas com Covid-19 ou sintomas sugestivos ou então por quem está convivendo com essas pessoas, como familiares e profissionais da saúde, , a ideia é priorizar o uso onde ele é mais importante, seja reduzindo a propagação do vírus por pessoas que já estão infectadas ou protegendo aquelas que estão muito expostas. Unifor
No entanto, a recomendação de cientistas e entidades mundo afora começa a mudar, e as máscaras caseiras, para uso irrestrito, começam a ganhar atenção, devida a impossibilidade de se identificar pessoas infectadas mas que ainda não desenvolveram sintomas ou que nunca os desenvolverão mas que mesmo assim transmitem a doença.

Como fazer uma máscara caseira


Como fazer uma máscara caseira - passo 1

Passo 1: Recorte o tamanho mais adequado entre os modelos ao lado e prenda-o ao tecido com um alfinete. Corte o tecido usando o papel como guia. Repita o processo para ter quatro peças iguais;

Como fazer uma máscara caseira - passo 2

Passo 2: Sobreponha duas peças, com a face que ficará exposta voltada para dentro. Costure a lateral e repita o processo com as outras duas peças. Faça os pontos próximos e arremate com nó nas extremidades. Use uma máquina de costura se tiver à disposição;

Como fazer uma máscara caseira - passo 3

Passo 3: Abra uma das peças, deixando a costura e a face que ficará escondida para baixo;

Como fazer uma máscara caseira - passo 4

Passo 4: Fixe as fitas nas extremidades usando um alfinete, deixando uma pequena sobra para fora. As fitas devem ficar “apontadas” para o centro. Se preferir, é possível usar um elástico no lugar das fitas;

Como fazer uma máscara caseira - passo 5

Passo 5: Sobreponha a outra peça costurada por cima, com a costura e o lado que ficará escondido para fora. Se tiver à disposição um material hidrofóbico, como TNT, acrescente mais uma camada;

Como fazer uma máscara caseira - passo 6

Passo 6: Costure as duas peças, deixando um pequeno vão aberto em uma das laterias para a passagem das fitas. Para melhorar a vedação sobre o nariz, insira um arame sob um tira de tecido costurada;

Como fazer uma máscara caseira - passo 7

Passo 7: Puxe as fitas pelo vão para virar a máscara do avesso, expondo o lado principal para fora e escondendo as costuras;

Como fazer uma máscara caseira - passo 8

Passo 8: Finalize costurando o buraco que ficou aberto para passagem das fitas;

Como fazer uma máscara caseira - passo 9

Passo 9: Amarre as fitas atrás da cabeça. Ao colocar a máscara, certifique-se de que o nariz, a boca e o queixo estão cobertos. Para crianças, considere fazer desenhos ou usar estampas lúdicas;

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 1

Cuidados especiais

Não deixe a máscara ficar úmida, pois isso irá facilitar a passagem do vírus e proliferação de bactérias. Lave a máscara após cada uso ou a cada duas horas. Dê preferência à água quente e detergente. Seque à luz do sol.

As máscaras são de uso individual e não familiar. Tenha várias para sempre ter uma limpa enquanto as outras estão sendo lavadas ou secando. Não toque a máscara durante o uso. Se tocar, lave imediatamente as mãos.

A propagação do vírus por essas pessoas poderia ser reduzida se toda a população usasse máscaras. Jornais americanos, como o New York Times e o Washington Post, e o britânico The Guardian já defendem o uso de máscaras por toda a população e estão ensinando seus leitores a fabricar suas próprias máscaras em casa.
A solução "faça você mesmo" é interessante porque impede que uma corrida desenfreada à farmácias cause uma crise de oferta e permite o acesso geral à proteção, visto que no Brasil já é praticamente impossível encontrar o produto à venda.
Dois estudos publicados em revistas científicas atestam a eficácias de máscaras caseiras na proteção contra a gripe, que é transmitida de forma muito semelhante ao vírus da Covid-19 . Um dos estudos, produzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, atesta que máscaras caseiras reduzem significativamente o número de microrganismos expelidos, embora uma máscara cirúrgica seja três vezes mais eficiente em bloquear transmissões.
O estudo também atesta diferentes graus de proteção dependendo do material utilizado. Toalhas de cozinha e saco de aspirador são mais eficientes, mas dificultam a respiração. O mais indicado é usar tecidos de algodão, como o de camisetas ou de roupas de cama. Quanto mais densa a malha, melhor.




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