O dinheiro e suas ordas


Literalmente falando, o dinheiro é sujo. É até grosseiro falar assim do que é tão difícil conquistar, mas o problema é bem outro – e microscópico. Uma simples nota pode ter mais de 10 milhões de colônias de bactérias. Lucilia Diniz



Existe uma expressão em inglês que diz “money talks”, ou seja, “o dinheiro fala”. Se assim fosse, o que as notas em sua carteira estariam dizendo? 
Em pesquisa do projeto Dirty Money (“Dinheiro Sujo”) da Universidade de Nova York (NYU), foram encontrados cerca de 1,2 bilhão de segmentos de DNA e identificados 3.000 tipos de bactérias.
Um estudo brasileiro encontrou em cada nota de real cerca de 247,25 micróbios por centímetro quadrado. Com tecnologia, cada governo tem tentado fazer a sua parte.
Para evitar a contaminação, o recomendado é seguir à risca as normas de higiene: sempre lavar as mãos depois de pegar em dinheiro, de usar o banheiro e antes das refeições.
O governo chinês decidiu desinfetar o dinheiro potencialmente contaminado. O processo inclui a lavagem do dinheiro, a desinfecção com luz ultravioleta e altas temperaturas, e o armazenamento das notas por até 14 dias antes de elas serem colocadas em circulação novamente. Roseli Andrion
As notas vindas em ambientes com alto risco de contaminação, como hospitais, vão receber tratamento diferenciado. Esse dinheiro vai ser enviado ao banco central e destruído em vez de desinfetado. Olhar Digital
Você sabia que mais de um bilhão de cédulas de dinheiro circulam no Estado de São Paulo? Só que nem todo mundo imagina que, ao passar de mãos em mãos, as notas acabam sendo contaminadas por microrganismos prejudiciais à saúde.  Secretaria de Estado da Saúde
Segundo o infectologista Ralcyon Teixeira, as cédulas de papel têm inúmeras bactérias. “Elas podem causar diarreia e infecções na pele. As moedas, por outro lado, conseguem carregar doenças virais que geram também diarreia, chegando até gripes e resfriados”, explica. 
“Os vírus e bactérias estão por toda a parte e é fundamental ter a consciência de que precisamos nos proteger. A higienização das mãos para evitar infecções é uma das metas de segurança do paciente, elaborada pela Organização Mundial da Saúde, Anvisa e Ministério da Saúde”, completa o infectologista Alexandre Portelinha.

Covid-19: Sul-africanos alertados para fraude sobre dinheiro contaminado

O South African Reserve Bank (SARB), o banco central sul-africano, está a pedir aos sul-africanos para não darem o seu dinheiro a pessoas que dizem estar a recolher notas por estarem contaminadas com o novo coronavírus. De acordo com a BBC, o banco central teve mesmo de emitir um aviso público a propósito deste esquema fraudulento. Mundo ao Minuto
Estudos epidemiológicos demonstram elevada prevalência de parasitos intestinais no Brasil. Objetos inanimados, especialmente aqueles com grande circulação, são importantes veiculadores de formas de transmissão de parasitos capazes de resistir no meio ambiente. Portanto, o objetivo deste estudo foi verificar a frequência de contaminação parasitária em moedas e cédulas coletadas em estabelecimentos comerciais de grande circulação monetária na cidade de Niterói-RJ. A coleta e o processamento das amostras foram realizados segundo Levai et al. (1986), com pequenas alterações. Um total de 89 amostras (60 cédulas e 29 grupos de moedas) foi coletado em estabelecimentos comerciais de diferentes bairros de Niterói-RJ. Cédulas de R$2,00 e R$5,00 foram coletadas e armazenadas separadamente em sacolas plásticas até seu processamento. As moedas de R$0,50, R$0,10 e R$1,00 foram coletadas de cada estabelecimento, armazenadas e processadas em conjunto. Foram analisadas cinco lâminas de cada amostra por microscopia óptica. Das 60 cédulas analisadas, 4 (6,7%) foram positivas para larvas de nematóides e 4 (6,7%) para artrópodes. ESTUDO DA CONTAMINAÇÃO DE MOEDAS E CÉDULAS DE DINHEIRO CIRCULANTES NA CIDADE DE NITERÓI-RJ – Adriana Pittella Sudré et al, in: ResearchGate

Comentários

Postagens mais visitadas