Micro hidrelétrica e outros redemoinhos




Dois engenheiros mecânicos de Curitiba se aproveitaram de suas habilidades e de seus conhecimentos sobre a capacidade hídrica do Brasil e desenvolveram uma micro usina hidrelétrica independente que pode ser instalada e pode alimentar de três até cinco residências. O equipamento criado por Felipe Wotecoski e Juliano Rataiczyk tem capacidade de gerar até 720 Kilowatts/hora por mês. Emily Santos – CicloVivo
A instalação da mini usina, requer que o usuário resida próximo a uma fonte de água, seja um pequeno rio, riacho ou mesmo um vertedouro. O importante é que haja uma disponibilidade mínima de água e uma queda natural por gravidade de 15 metros de altura ou mais, já que a correnteza precisa ser forte o bastante para acionar a turbina da usina.
O equipamento, que ainda está em fase de aprimoramento de protótipo, foi aprovado pela Copel (Companhia Paranaense de Energia) e atende em 100% as normas da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).





Conforme a Resolução Normativa da ANEEL de Regulamentação da Microgeração e Minigeração de Energia no Brasil, todo o excedente de energia com potência instalada superior a 75 kW e menor ou igual a 5MW pode ser devolvido à rede de distribuição do município, contabilizando para o usuário créditos que podem ser usados em até 60 meses em qualquer propriedade cadastrada sob o mesmo CPF ou CNPJ.
Felipe e Juliano são fundadores da startup Metha, responsável pelo aprimoramento do protótipo da usina. A startup vai servir para gerenciar o valor de  R$ 1 milhão que a mini usina ganhou do programa Empresa Brasileira de Inovação e Pesquisa (Finep), para selecionar empresas distribuidoras dos equipamentos necessários e instalar sua linha de montagem. Atualmente o gerador com um módulo custa R$ 19.900.




waterotor mini gerador de enegia rios

O Brasil é especialista em usar a força das águas para gerar eletricidade, ocupando a lista dos maiores produtores de energia hidrelétrica, considerado renovável, porêm tais estruturas têm grandes impactos socioambientais. A boa notícia é que tem surgido micro usinas hidrelétricas que podem ajudar a aproveitar o potencial aquático sem causar tantos danos. Exemplo disso é o Waterotor, um pequeno gerador que pode ser usado até mesmo nas águas calmas de um rio. Marcia Sousa – CicloVivo





Desenvolvido pela empresa canadense Waterotor Energy Technologies, o dispositivo produz energia hidrocinética, isto é, aproveita a própria correnteza dos rios para gerar energia. Desta forma, não é preciso construir barragens e formar lagos. A velocidade necessária para captar energia pode ser tão baixa como 3,2 km por hora, sendo que em 6,5 ​​km por hora o produto atinge o desempenho ideal, não precisa de combustível, funciona 24 horas por dia e é capaz de converter mais de 50% da energia disponível na água corrente em eletricidade. “É barato, simples, robusto, facilmente instalável e não prejudica a vida aquática”, garante a empresa desenvolvedora que já patenteou a tecnologia.
Pessoas que não têm acesso a eletricidade – mais de 800 milhões de pessoas, segundo relatório do Banco Mundial -, estão entre o público-alvo que a companhia almeja alcançar. O Waterotor pode ser instalado em córregos, rios, canais e vias navegáveis.
A empresa belga Turbulent, está apostando em usinas hidrelétricas de pequeno porte para gerar energia renovável com baixo impacto para o meio ambiente, desenvolveu uma turbina de redemoinho que pode ser instalada em rios, riachos e canais, aproveitando a água corrente para gerar energia para até sessenta casas. A fonte de energia limpa opera 24 horas por dia e é amigável para os peixes.
Inspirada na natureza, a turbina da empresa pode fornecer energia descentralizada a baixo custo. A tecnologia é perfeita para áreas rurais e regiões isoladas da rede elétrica, desde que haja um rio nas proximidades. Segundo a empresa, suas turbinas não prejudicam o meio ambiente e podem ser facilmente instaladas em uma semana.
A turbina de redemoinho faz uso de pequenas corredeiras para aproveitar a energia. A empresa escava a terra na lateral do curso d’água e ali constrói uma espécie de bacia de concreto pré-moldado. Um gerador e impulsor ficam no fundo desta bacia. Quando abertas as comportas, a água do rio vai para o reservatório, fazendo a turbina funcionar. A energia é produzida ininterruptamente enquanto a água estiver fluindo.
Segundo o site da empresa, a turbina tem vida útil longa e não requer muita manutenção e a bacia de concreto pode resistir por até cem anos. Os peixes podem nadar livremente, tanto na bacia, como na turbina, onde fica apenas um vórtice de água constante, sem nenhum equipamento obstruindo a passagem.

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