O filtro de barro

Alguns métodos foram iniciados pelo egípcio Imhotep (a.C 2655 – 2600 a.C) o primeiro homem na história humana que estudou a medicina. Várias formas foram desenvolvidas, desde a fervura da água, ou a própria água colocada em recipientes de metal quente, até a filtragem na areia e carvão bruto. Em 1700 a.C foram aplicados os primeiros filtros de água para aplicação doméstica, eram feitos de lã, esponja e carvão.
Séculos mais tarde Hipócrates (460 a.C – 370 a.C), o famoso “pai da medicina”, iniciou seus estudos na purificação da água e criou seu próprio purificador para tratar seus pacientes com água mais limpa, conhecida como “luva de Hipócrates”. O filtro era um saco de pano que através dele a água era filtrada, retendo qualquer sedimento na água que estava causando mau gosto ou cheiro.
A primeira estação de tratamento de água municipal foi projetada por Robert Thom, construído na Escócia. Em 1972 surgiu a lei da água limpa, com o grande crescimento de abastecimentos, houve uma grande descoberta: o cloro, preparado e estudado pelo químico sueco Carl Wilhelm Scheele. O cloro é um veneno cancerígeno, a água clorada tem sido associada à causa e ao agravamento de doenças respiratórias como a asma, entre outras doenças da pele.
tecnologia para purificação de água está avançando cada vez mais, e com isso novos conceitos estão sendo aperfeiçoados e desenvolvidos: infravermelho longo, magnetismo, filtros com o processo de filtragem mais longo e energia ultra violeta (UV).


filtro de argila é uma das invenções brasileiras de muita importância para o bem-estar da sociedade. Por mais que ele tenha sido desenvolvido, em uma época que a ciência não era tão evoluída como hoje, o filtro de barro já tinha a sua excelente função de filtragem da água. Cerâmica Stefani
O Brasil conquistou o título de melhor sistema de filtragem da água, ele é eficiente na retenção de bactérias, cloro, pesticidas, chumbo, alumínio e também do parasita Criptosporidiose, que causa uma grave infecção intestinal transmissível.
No país, a água nem sempre era de boa qualidade. Vinha de poços, rios ou era canalizada de maneira rudimentar até chegar a fontes e chafarizes construídos pelos governos. Giro MT – O Globo
Um exemplo, ainda do período colonial, continua de pé, no Rio de Janeiro: são os arcos da Lapa, um aqueduto do século 18, construído para levar água do rio Carioca até o centro da cidade, onde a população se abastecia.
“Nós tínhamos na virada do século 19 para o século 20 muitas epidemias. As cidades crescendo, mis população. E os serviços de água encanada das cidades eram muito insuficientes. Então, não havia no Brasil um equipamento que pudesse filtrar água de modo eficiente. E as pessoas morriam em epidemias, tomavam água suja”, explica o professor Júlio César Bellingieri.
A primeira grande mudança acontece com a chegada dos imigrantes italianos e portugueses no começo do século passado, traziam na bagagem as velas para filtrar água que já existiam na Europa, peças rudimentares, feitas de pedras porosas. Já os filtros eram de metal ou de pedra. Um dia alguém percebeu que as jazidas de argila do interior do estado podiam fornecer material para fazer bons potes de cerâmica.
No início, a vela era um disco de cerâmica porosa, colado com breu e cera. Passaram-se décadas até que chegasse ao que é hoje: por fora, uma camada de cerâmica porosa, por dentro, uma porção de carvão na parte interna e uma camada de prata coloidal, um produto bactericida usado para purificar ainda mais a água. E o carvão ativado, que tirar o cloro.


Campeão na filtragem de resíduos da água, o filtro retira até 99% dos parasitas, reduzindo a contaminação, pois sistema filtra calmamente a água, garantindo que micro-organismos não passem por causa da baixa pressão no fluxo do líquido. O filtro de barro é um dos primeiros produtos criados pela indústria nacional. Aquele Mato
Os imigrantes italianos e portugueses que trouxeram peças rudimentares, feitas de pedras porosas, esses filtros eram de metal ou de pedra, com cerca de 50 km em formato de cuba, em que se jogava a água para filtrá-la. Sistema caro, restrito e complicado.
Nos anos 1980, surgiu a água mineral engarrafada e de purificadores modernos, as vendas dos filtros de barro despencaram e, com isso, várias indústrias fecharam suas portas.
Instituto Vital Brasil (laboratório oficial vinculado à Secretaria de Saúde do RJ) testou o filtro com água limpa misturada com água de esgoto para avaliar se ele eliminava as suas impurezas.


O Presidente do Instituto Vital Brasil, Edimilson Migowski, disse que a água extraída do filtro estava totalmente limpa e própria para beber, o que comprova com total segurança que os filtros de barro funcionam de fato, recebendo ainda uma nota 10 em sua avaliaçãoEliane A Oliveira – greenMe
A água filtrada é então armazenada na parte inferior do filtro que, por também ser de argila, faz com que haja uma troca de calor, mantendo a temperatura da água sempre fresca. Dessa maneira, os filtros de barro conseguem manter a temperatura da água até 5ºC mais fria do que a temperatura ambiente.
A manutenção é barata e prática, além da vida útil ser indeterminada, dependendo da maneira com que ele é cuidado. Alguns especialistas recomendam trocá-lo com 5 anos de uso, mas se cuidar dele direitinho, pode durar uma vida inteira, trocando apenas a vela conforme as instruções do fabricante.

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