Petrovita

O mineral foi encontrado na região vulcânica do extremo leste da Rússia, no topo do vulcão Tolbachik, na Península de Kamchatka. 

O histórico de erupções de Tolbachik remonta a milhares de anos, mas, nos últimos tempos, dois eventos notáveis ​​se destacam: a ‘Grande Erupção da Fissura de Tolbachik’ de 1975–1976 e um segundo menor que ocorreu entre 2012–2013.


A força das erupções durante o primeiro evento rasgou numerosos cones de cinzas no complexo vulcânico, abrindo terreno rochoso que desde então foi descoberto ser um rico filão de depósitos de fumarolas e minerais desconhecidos nunca vistos em nenhum outro lugar.

No total, o vulcão Tolbachik possui 130 tipos de minerais locais que foram identificados ali pela primeira vez, o último dos quais é a petrovita, um mineral de sulfato que tem forma de agregados globulares azuis de cristais tabulares, muitos contendo inclusões gasosas.

No nível químico, a petrovita representa um novo tipo de estrutura cristalina, embora tenha semelhanças com a saranchinaita, da qual pode ser produzida, hipoteticamente falando.

O átomo de cobre na estrutura cristalina da petrovita tem uma coordenação incomum e muito rara de sete átomos de oxigênio”, explica o pesquisador e cristalógrafo Stanislav Filatov, da Universidade de São Petersburgo.

Uma equipe de pesquisadores liderada por Stanislav Filatov, especialista em cristais – cristalógrafo – da Universidade de São Petersburgo, encontrou uma nova integrante para o mundo dos minerais: a petrovita. Ademilson Ramos

“Este território é único em sua diversidade mineralógica”, disse a Universidade em comunicado no dia 17 de novembro. “Nos últimos anos, pesquisadores descobriram dezenas de novos minerais aqui, muitos dos quais são únicos no mundo”. Complementa a Universidade.

O nome petrovita veio em homenagem ao geólogo e cristalógrafo Tomas Petrov, professor da Universidade de São Petersburgo, com a descoberta sendo devidamente publicada na revista Mineralogical MagazinePatrícia Gnipper 

Com fórmula química Na10CaCu2(SO4)8, a petrovita se apresenta em aglomerados globulares azuis, formados por cristais e, por ser repleta de gases em seu interior, acaba sendo um mineral poroso e pouco denso. Em seus espaços "vazios", os átomos de sódio acabam circulando, e tal condutividade iônica faz com que o mineral tenha potencial de ser usado como um material ideal para a criação de baterias de íons de sódio.

O desafio, nesse caso, é apenas aumentar a condutividade do material. Além do mais, ainda é preciso encontrar uma forma barata de sintetizar esse mineral em laboratório. Socientifica




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